Honra e Liberdade

Artigo 5º da Constituição Federal: todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade […]

Campanha do Armamento

Escrito por Daniel Ribeiro.

Raramente eu publico aqui no Motos Blog algum texto que não é diretamente relacionado a motos. Mas como o alcance do Blog é grande, e quando o assunto é de grande utilidade pública, acho válido usar esta ferramenta para divulgar uma boa causa.

Fui eu (Daniel Ribeiro) quem escrevi este texto, e desde já digo que ele pode ser copiado e distribuído livremente. O importante aqui é a mensagem, e não o mensageiro.

Um pouco de história

Você deve se lembrar que em 2005 foi realizado um referendo, onde o Governo fez a seguinte pergunta aos Brasileiros:

O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?

As respostas válidas eram SIM ou NÃO, e o resultado: 64% dos votos válidos foram para o NÃO, ou seja, os Brasileiros decidiram que a venda de armas de fogo não deveria ser proibida.

Este referendo foi realizado devido a uma lei criada em 2003, o Estatuto do Desarmamento. Esta lei (Nº 10.826/2003) dispõe sobre a conduta geral para a posse e o porte de armas de fogo. A redação da lei é um pouco extensa (mas vale a pena ler), e a maioria das pessoas sequer conhece seus termos. A lei basicamente diz que a posse e o porte de armas de fogo é PROIBIDO, com exceções concedidas às forças armadas, policiais, segurança privada, transporte de valores e pessoas importantes. Ou seja, em 2003 o cidadão comum perdeu o direito de possuir e portar uma arma de fogo.

A lei também instituiu que o referendo deveria ser realizado em 2005, exclusivamente para perguntar para a população sobre o COMÉRCIO das armas de fogo. Veja bem: Ter e portar uma arma já era proibido desde 2003. A população tinha apenas que decidir se o comércio também deveria ser proibido ou não. Como a lei não era de conhecimento geral, ela induziu a população a acreditar que, se optasse por proibir o comércio, seu direito de possuir uma arma seria suprimido, mas esse direito já lhe havia sido tomado dois anos antes, só que ninguém ficou sabendo.

Portanto, é correto afirmar que o desejo dos quase 60 milhões de pessoas que votaram pelo NÃO em 2005 era de ter o seu direito a possuir uma arma de fogo mantido, apesar de não ter sido esta a pergunta que lhe foi feita.

Nos dias atuais

Quase 9 anos se passaram desde que o estatuto do desarmamento entrou em vigor, e qual é a nossa realidade hoje? Os bandidos continuam armados até os dentes, derrubando helicópteros da polícia, fazendo arrastões no trânsito congestionado, assaltando em semáforos, matando para roubar motos, além de incontáveis assaltos, sequestros, furtos e assassinatos. Todos os dias vemos isso nos jornais, na TV, e no nosso cotidiano. A violência armada só aumenta a cada dia.

Não é difícil concluir que a lei do desarmamento só serviu para desarmar o cidadão de bem. O bandido continua armado, e agora está mais confiante, pois sabe que não haverá resistência por parte de suas vítimas.

Infelizmente a polícia não consegue coibir a criminalidade com a efetividade necessária. Na prática, isso se traduz em impunidade. O criminoso pratica seus crimes certo de que a chance de ser pego e punido é muito pequena. No meio disso, fica o cidadão, que não tem a chance defender a si próprio, a sua família, a sua casa e o seu patrimônio. O único prejudicado nesta história foi você, que perdeu o direito de ter uma arma de fogo.

A campanha do armamento

A campanha do armamento é um movimento democrático, pacífico e político, que está sendo organizado via Internet pelas redes sociais.

O objetivo principal é conscientizar o povo Brasileiro, fazendo-o perceber que um grande direito lhe foi tomado. Perder o direito de possuir e portar uma arma de fogo foi uma grande perda. O Brasileiro perdeu o direito de se defender contra uma ameaça iminente e mais forte (um criminoso armado).

Proteção – Uma arma na mão é melhor do que um policial no telefone

O segundo objetivo da campanha, uma vez que o povo tomou consciência de sua condição, é pressionar o Governo pelo cancelamento da lei do Estatuto do Desarmamento, criando uma nova lei que permita a posse e o porte de armas de fogo, regulamentando assim o uso das armas pela população. Para que este objetivo seja alcançado, é preciso que um grande número de pessoas tome consciência da importância do tema. Apenas quando o assunto for parte do cotidiano popular é que ele ganhará importância dentro do Governo.

Alguns deputados federais já se manifestaram a favor da campanha do armamento. O deputado Peninha (PMDB/SC), por exemplo, já está criando um Projeto de Lei neste sentido. Outros deputados, como o Onyx Lorenzoni (DEM/RS), Luiz Carlos Heinze (PP/RS), Evandro Milhomen (PCdoB/AP) e Guilherme Mussi (PSD/SP) já demonstraram que são contra o desarmamento da população e vão apoiar as iniciativas que facilitem o acesso as armas.

Para conseguir o apoio de mais parlamentares, é importante pressioná-los, e isso só será possível se o apoio popular também for grande.

E o que eu posso fazer para ajudar?

Se você entendeu a situação atual e se sente injustiçado, então parabéns, você já fez uma enorme contribuição para a campanha do armamento! Se você tem consciência de que o desarmamento só facilitou a vida do bandido, você será capaz de disseminar esta ideia para seus amigos e sua família.

Tocar neste assunto com seus conhecidos de modo a despertar-lhes o interesse neste tema também é uma contribuição fantástica. A ideia é fomentar a discussão, criar interesse nas pessoas e principalmente, que elas saibam que foram enganadas. Isso vai inflama-las, assim como eu me inflamei e como você provavelmente também já se inflamou, e todos vão propagar a ideia ainda mais, até o ponto que o assunto se torne suficientemente importante e trata-lo seja inevitável para o Governo.

Se você quer demonstrar apoio a campanha do armamento, o jeito mais fácil é seguindo o perfil oficial no Twitter, e curtindo a página no Facebook. Assim, você sempre ficará sabendo sobre os principais avanços nesta questão, além de obter argumentos e estatísticas sobre o tema. Vale a pena.

Siga no Twitter @campdoarmamento
Curta no Facebook Campanha do Armamento

Outros perfis e sites que também vale a pena conferir são:
Siga no Twitter @presidentemvb
Acesse Movimento Viva Brasil
Siga no Twitter @DefesaArmada
Acesse Blog Defesa Armada

Mas eu não gosto de armas, o que eu faço?

Você não é obrigado a ter uma arma, ou saber manejar uma arma. Mas você deve lutar pelo seu direito de poder ter uma caso algum dia mude de ideia. Liberar e regular o uso de armas de fogo vai fazer com que qualquer pessoa a sua volta possa estar armada. E este cenário favorece a todos, menos ao criminoso. Pessoas de bem não atiram a esmo, pelo contrário, só sacam a arma quando já não há outra solução.

Seus direitos são sagrados, e você deve lutar por eles.

Quando o valente, bem armado, guarda a sua própria casa, ficam em segurança todos os seus bens. – Lucas 11:21.

Fonte: Motos Blog

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Uma opinião sobre “Campanha do Armamento

  1. Gabriel em disse:

    Vejo o problema da violência no Brasil como sendo a impunidade com a qual convivemos.
    O cidadão de bem, adulto e pleno de seus direitos e deveres tem o direito de possuir armas de fogo se quiser. É assim nos EUA, Europa e até nos nossos vizinhos do Mercosul como a Argentina e o Uruguai. Se no Brasil não é assim é porque o Estado Brasileiro não reconhece seus cidadãos de bem, como adultos plenos de seus direitos e deveres e sim como cidadão de segunda classe, incapazes de discernir entre o certo e errado e sem responsabilidade sobre seus atos. E se isto ocorre aqui é porque muitos de nós achamos isto mesmo, como inclusive já foi argumentado algumas vezes aqui mesmo.
    A meu ver o mais grave é que alem de um desrespeito endêmico a vontade popular e ao mais puro bom senso existe um o erro de foco na política do Ministério da Justiça que infelizmente tem custado e ainda vão custar muitas vidas. Violência (assim como corrupção e qualquer outro crime) se combate com punição. Bandido tem que ir para cadeia. É simples assim. O Governo Federal elegeu o tema “desarmamento da população civil honesta” (obviamente a única atingida pelo Estatuto do Desarmamento) como principal bandeira para o combate a violência. Chegaram a dar status ao tema ao ponto de fazerem um plebiscito nacional sobre a proibição de comercio de armas (que obviamente perderam). Ora Plebiscito se faz para temas realmente relevantes como, por exemplo, definir o sistema de governo de uma nação (Presidencialismo ou Parlamentarismo lembram?). Mas plebiscito sobre armas de fogo? Faça-me o favor!
    O fato é que a bandeira do desarmamento da população civil pode ser bonitinha, politicamente correta, ter artistas fazendo campanha na TV, etc… Mas desvia o foco das ações realmente eficazes no combate a violência como estruturar, treinar e aparelhar as polícias para que sejam capazes de elucidar os crimes (hoje 93 % dos homicídios no Brasil não são elucidados), construir cadeias, chegar aos criminosos e prende-los. E, não menos importante, não solta-los um ano depois em regime semi-aberto para que voltem a cometer crimes. Embora todos os que estudem a sério segurança pública saibam disso, isto obviamente é caro e muito mais difícil e trabalhoso do que criar e divulgar maciçamente a associação armas = violência (quando deveria ser impunidade = violência) e levantar a bandeira do desarmamento civil. Enfim, neste tema, assim como em muitos outros, temos o retrato do Brasil.
    A história nos ensina que com o tempo a realidade se impõe. Vários países que adotaram uma política restritiva em relação às armas de fogo experimentaram um aumento nos indices de violência e estão revendo estas políticas. E isso, algum dia, também vai acontecer no Brasil. Quanto mais cedo isto acontecer, menos brasileiros perderão suas vidas.

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